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Todo turismo em Cuba é político
Publicado em: 15/02/2017

Goste ou não do regime político cubano, é impossível não ter contato com ele ao visitar o país. Tudo bem que a população não fala muito de política em si – falam mais sobre economia do que qualquer coisa -, mas conforme o turista vai descobrindo que tudo pertence ao governo e como as coisas são organizadas por lá, a política está presente o tempo todo.

Mas a verdade é que isso não importa nem um pouco, principalmente se você não concorda com o regime do país. Ele não vai fazer mal algum durante a sua visita. Se você é daqueles que gosta, vai ter a oportunidade de ter contato muito interessante com a história, personagens e lugares fundamentais para o passado do país.

Passamos apenas uma semana em Cuba e achamos pouco tempo para conhecer tudo o que queríamos. Visitamos as cidades de Havana, Vinã Del Mar, Vinãles, Trininad, Santa Clara e Varadero.

Toda a nossa estadia foi organizada pela agência Cubalinda e tudo correu super bem. Optamos por ficar em casas de família para ter uma experiência mais rica, e a agência cuidou de tudo para a gente. Recomendamos fortemente o trabalho deles.

Havana
A cidade tem uma atmosfera incrível: parece que todo dia é festa e a população em geral é bastante alegre. O calor é onipresente (visitamos a ilha em dezembro, inverno para eles, mas as temperaturas passavam dos 30ºC todos os dias), assim como a música e os sorrisos. Com exceção dos funcionários do aeroporto de José Martí, em Havana, todos os cubanos que encontramos são super simpáticos.

Havana está cheia de prédios históricos, ruas charmosas, restaurantes e o famoso Malecón, a avenida beira-mar, que realmente é muito bonita e obrigatória de ser visitada. Caminhar pelas ruas da cidade é fácil e você não precisa de mapas o tempo todo. O interessante é ir descobrindo os pontos conhecidos, como o Capitólio, os hotéis Inglaterra e Flórida, algumas igrejas escondidas e poucas lojinhas de artesanato. Aliás, este é basicamente todo o comércio existente no país: lojas de artesanato.

A maior parte dos restaurantes é super turística, sobretudo pelo fato de os cubanos não terem condições financeiras de comer fora – os preços são muito altos para a população local. Uma dica: evite a famosa Bodeguita Del Médio, mundialmente conhecida pelo período que o escritor Ernest Hemingway passou por ali. Além de ser bem cheia, os preços são duas vezes maiores do que em qualquer outro lugar da cidade. Vale apenas passar em frente e fazer uma foto.

Se você gosta de cerveja, vale a pena visitar o único brewpub da cidade, chamado Cerveceria Antiguo Almacen de la Madera y El Tabaco. A cerveja não tem nada demais, mas ao menos é produzida ali no próprio espaço e é servida super fresca.

No Museu da Revolução há objetos de tudo quanto é tipo, recortes de jornais e imagens contando a história de Fidel Castro e seus companheiros. O mais surpreendente é o Granma, o iate utilizado pelos revolucionários para viajar do México até Cuba em 1956, dando início à revolução.

Trinidad
A cidade que mais gostamos de conhecer, sem dúvida alguma. Ela lembra muito municípios históricos do Brasil, como Ouro Preto e Parati, mas com um charme muito próprio. A cidade vive basicamente do turismo e é bem cheia – ao menos nos dias em que estivemos por lá.

Assim como Havana – aliás, como no país inteiro – há música em toda a parte e muitos restaurantes para turistas. Outra coisa comum: as lojinhas de artesanato com produtos de madeira e muitas roupas, sobretudo chapéus e as famosas guayberas, as camisas tradicionais cubanas com quatro bolsos na frente.

Ficamos em uma casa de família e fomos extremamente bem tratados por todos. Apesar da simplicidade geral, fizeram questão de servir um farto café da manhã, com pães, frios, ovos, frutas e arepas, uma massa frita com chocolate e coberta por mel, uma delícia. Em todo o momento perguntavam se estava tudo bem e nos ajudaram em tudo o que precisamos.

Depois de conhecer a cidade, que é bem pequena, sobrou tempo para irmos à praia. Ancón fica a uns 30 minutos de carro do centro de Trinidad. Ali é a imagem perfeita de uma praia do Caribe: água azul, incrivelmente azul, sem ondas, areia branca e nenhuma nuvem no céu. Dá vontade de ficar ali para sempre.

A praia não estava muito cheia e há quiosques que alugam cadeiras e vendem drinks e comida. Uma dica: vá no fim da tarde para ver um pôr do sol maravilhoso tomando um drink, seja ele qual for. A imagem nunca mais vai sair da sua cabeça.

Varadero
Não era o nosso principal objetivo, mas todo mundo comentou que deveríamos incluir Varadero em nosso roteiro. Se arrependimento matasse . . . Claro que é interessante ficar na praia sem fazer nada, mas ali não é Cuba.

A cidade está cheia de hotéis e resorts de luxo. Não que isso seja um problema, mas não é a realidade do país e acreditamos que exista outras praias mais interessantes no Caribe para conhecer, portanto, se você vai até Cuba, invista seu tempo em conhecer as cidades históricas e importantes.

Ficamos num hotel no regime de tudo incluído, algo que não gostamos muito, mas tudo bem. O que mais impressiona é a fartura de comida. Na maior parte do país, os restaurantes têm poucas opções no cardápio, mas ali havia de tudo um pouco: carnes variadas, saladas, queijos, pães, sorvetes, bolos, frutas e por aí vai. É uma contradição enorme ir a um restaurante do governo na beira da estrada, por exemplo, onde há apenas dois tipos de sanduíches, e chegar a Varadero e se deparar com a fartura e variedade de comida que é oferecida aos turistas.

A única coisa que valeu a pena ter ido para Varadero foi mergulhar nos corais. Que experiência maravilhosa! O lugar onde fomos é cheio de formações de corais e não é necessário pegar um barco, já que fica a uns 100 metros da praia. Todo mundo vai nadando.

Além dos corais em si, a água totalmente transparente e há uma infinidade enorme de peixes. Vale muito a pena fazer esse mergulho se você estiver na cidade.


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